Para usufruir de todas as funcionalidades deste site necessita de ter o Javascript activado!

Espaço: 26 satélites Galileo em órbita para melhorar o sinal da navegação por satélite da UE

segunda-feira , 30 Julho 2018

Foram lançados com êxito mais quatro satélites Galileo da base espacial europeia na Guiana Francesa com o lançador europeu Ariane 5. A constelação passa a contar agora com 26 satélites, permitindo ao sistema mundial de navegação por satélite da UE fornecer um sinal mais preciso para toda uma série de valiosos serviços.

O sistema Galileo oferece serviços de geolocalização e cronometria a cerca de 400 milhões de utilizadores desde dezembro de 2016. Com o lançamento de hoje, a constelação dá mais um passo importante para a sua conclusão em 2020, data em que o Galileo irá atingir a plena capacidade operacional. Nessa altura, com uma precisão recorde de 20 cm, o Galileo será o sistema de navegação por satélite mais preciso do mundo.

O espaço pode estar longe, mas a tecnologia, os dados e os serviços do espaço tornaram-se indispensáveis à nossa vida quotidiana, quer se trate de buscas e salvamentos, automóveis conectados, relógios inteligentes, agricultura ou navegação aérea. A indústria espacial europeia é forte e competitiva, cria postos de trabalho e oportunidades de negócio para os empresários. Para o próximo orçamento de longo prazo da UE para 2021-2027, a Comissão acaba de propor o agrupamento de todas as atividades espaciais novas e já existentes sob a égide de um único «Programa Espacial da UE» dotado de 16 mil milhões de euros.

O Vice-Presidente da Comissão Maroš Šefčovič declarou: «É mais uma etapa vencida no caminho para a plena capacidade operacional do Galileo em 2020! O espaço está a tornar-se numa nova fronteira económica, pois está intimamente ligado a um número crescente de setores e a obrigá-los a uma profunda modernização. Com efeito, 10 % do PIB da UE depende de serviços relacionados com o espaço. Precisamos, por conseguinte, de fazer com que a Europa obtenha a liderança mundial e a autonomia estratégica.»

Elżbieta Bieńkowska, Comissária Europeia responsável pelo Mercado Interno, Indústria, Empreendedorismo e PME, que liderou a delegação da Comissão Europeia a Kourou (Guiana Francesa), declarou: «Podemos estar muito orgulhosos do êxito das nossas atividades espaciais. A Europa tornou-se uma verdadeira potência espacial. Desde o início do mandato eu tinha metas claras: desenvolver a infraestrutura dentro dos prazos e do orçamento, oferecer os primeiros serviços e assegurar uma penetração rápida no mercado. Hoje podemos afirmar que conseguimos. Mas o trabalho e o investimento prosseguirão no quadro do novo programa espacial da UE.»

Atualmente, o Galileo oferece três tipos de serviços baseados na navegação por satélite:

  • Serviço aberto Galileo: um serviço gratuito de geolocalização, navegação e cronometria. O serviço de cronometria é cada vez mais robusto, preciso e rápido (da ordem de nanossegundos) em comparação com outros sistemas de geolocalização. Permite ao sistema eCall, que é obrigatório em todos os veículos automóveis novos na UE desde 31 de março de 2018, comunicar a localização do veículo aos serviços de emergência.
  • Serviço de busca e salvamento Galileo (SAR) : localização dos sinais de socorro de uma baliza compatível. Com o início dos serviços iniciais do Galileo em dezembro de 2016, o tempo necessário para detetar uma pessoa perdida no mar ou nas montanhas foi reduzido de até 4 horas para cerca de 10 minutos após a ativação de uma radiobaliza de perigo. A precisão da localização melhorou de 10 km sem o Galileo para menos de 2 km com o Galileo. Além disso, a partir do próximo ano, o serviço enviará um aviso a informar a pessoa em perigo de que o sinal de perigo foi captado e localizado.
  • Serviço público regulado Galileo (PRS): serviço criptado reservado às autoridades públicas para utilizações sensíveis em matéria de segurança, nomeadamente operações militares. O PRS visa assegurar a continuidade do serviço, inclusivamente nas condições mais desfavoráveis. Oferece um serviço particularmente robusto e totalmente criptado às autoridades para situações de crise ou de emergência nacional, como no caso de ataques terroristas.

Qualquer pessoa com um dispositivo compatível Galileo pode utilizar os seus sinais de geolocalização, navegação e cronometria. Os serviços Galileo baseiam-se em sinais de grande precisão, mas durante a fase inicial atual não estão disponíveis de forma permanente, pelo que são utilizados em combinação com outros sistemas de navegação por satélite, como o GPS. Cada vez que se acrescentam satélites à constelação, a disponibilidade e o desempenho do Galileo melhoram em todo o mundo. Quando a constelação atingir o número de 30 satélites em 2020, o Galileo estará plenamente operacional e será totalmente independente, o que significa que poderá ser determinada uma posição de forma autónoma em qualquer lugar e em qualquer momento utilizando apenas satélites Galileo.

Contexto

Todos os satélites Galileo são batizados com os nomes das crianças cujos desenhos foram premiados no concurso de desenho Galileo em 2011. Os 4 satélites lançados em 25 de julho ostentam os nomes de Tara, da Eslovénia, Samuel, da Eslováquia, Anna, da Finlândia, e Ellen, da Suécia.

O Galileo é um sistema civil sob controlo civil, que fornece informação exata de geolocalização e de cronometria. O Galileo tem por objetivo garantir a independência da Europa em relação a outros sistemas de navegação por satélite e a sua autonomia estratégica em matéria de navegação por satélite. A autonomia da Europa neste setor irá impulsionar o mercado de trabalho europeu, ajudar a UE a reforçar o seu papel de garante da segurança e da defesa e apoiar tecnologias emergentes como a inteligência artificial, os drones, a mobilidade automatizada e a Internet das coisas.

As atividades espaciais da UE incluem o Copernicus (dados abertos e livres sobre a observação da Terra, a atmosfera, o mar, as alterações climáticas e a gestão de emergências e a segurança), o EGNOS (sistema regional de navegação por satélite) e a vigilância e rastreio de objetos no espaço (SST).

Para o próximo orçamento de longo prazo da UE para 2021-2027, a Comissão propôs um programa espacial da UE de 16 mil milhões de euros, abrangendo todas as atividades espaciais novas e existentes, incluindo a manutenção do acesso autónomo da UE ao espaço, o apoio a empresas espaciais em fase de arranque e o desenvolvimento de novas componentes de segurança, tais como o conhecimento da situação no espaço (SSA) e a comunicação governamental por satélite (GOVSATCOM).

Para mais informações:

Comunicado de imprensa (junho de 2018): Orçamento da UE: 16 mil milhões de EUR para o programa espacial a fim de reforçar a liderança da UE no espaço para além de 2020

Perguntas e respostas (junho de 2018): O novo Programa Espacial da UE

Ficha informativa: O novo Programa Espacial da UE em síntese (junho de 2018)

Ficha informativa: Política espacial da UE

Estratégia espacial para a Europa (outubro de 2016)

Imagens de arquivo


 

Sétima - Tecnologias da Informação e Comunicação Lda