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Comissão diagnostica o estado da saúde na UE

quinta-feira , 23 Novembro 2017

Os nossos sistemas de saúde têm de ser continuamente repensados para que permaneçam adequados para o seu fim e proporcionem cuidados centrados nos doentes. É o que sugerem os 28 perfis de saúde por país que a Comissão publica hoje, a par do relatório de acompanhamento. Os relatórios proporcionam uma análise aprofundada dos sistemas de saúde dos Estados-Membros da UE. Analisam a saúde da população e os fatores de risco importantes, bem como a eficácia, acessibilidade e resistência dos sistemas de saúde de cada Estado-Membro da UE. Os relatórios refletem claramente os objetivos partilhados pelos Estados-Membros e revelam áreas potenciais em que a Comissão pode incentivar a aprendizagem mútua e o intercâmbio de boas práticas.

Vytenis Andriukaitis, Comissário responsável pela Saúde e a Segurança Alimentar, declarou: «Gastarmos apenas 3 % dos nossos orçamentos para a saúde em prevenção, em comparação com 80 % no tratamento das doenças, não é suficiente. Precisamos de um melhor acesso aos cuidados primários para que o serviço de urgências não seja visto pelas pessoas como o primeiro recurso. E devemos integrar a promoção da saúde e a prevenção das doenças em todos os domínios políticos, a fim de melhorar a saúde das pessoas e reduzir a pressão sobre os sistemas de saúde. Estes são apenas alguns dos diagnósticos decorrentes do Relatório sobre a Situação da Saúde na UE de 2017. Ao proporcionarmos dados e informações detalhados, pretendemos dar apoio às autoridades de saúde nacionais para enfrentarem os desafios, desenvolverem políticas adequadas e fazerem as escolhas de investimento certas. Espero que possam fazer um bom uso deste contributo.»

Desde há muito que se identificou a ausência de uma análise detalhada e contextual como um dos principais obstáculos para os responsáveis pelas políticas de saúde. Para preencher esta lacuna de conhecimento, a Comissão completou este mês o primeiro ciclo bienal sobre a Situação da Saúde na UE.

Principais constatações

Os perfis de saúde por país foram elaborados em colaboração com a OCDE e com o Observatório Europeu dos Sistemas e Políticas de Saúde. O relatório de acompanhamento apresenta cinco conclusões transversais:

  • A promoção da saúde e a prevenção das doenças abrem caminho a um sistema de saúde mais eficaz e mais eficiente. A par do desequilíbrio nos investimentos em prevenção, é necessário combater as desigualdades sociais, tal como ilustrado pelas diferenças no rastreio do cancro ou na atividade física entre as pessoas com alto e baixo nível de rendimentos ou de habilitações.
  • A existência de cuidados primários robustos orienta os doentes através do sistema de saúde e ajuda a evitar gastos desnecessários. 27 % consultam um serviço de urgência porque os cuidados primários são inadequados. Só 14 países da UE exigem a referenciação dos cuidados de saúde primários para consultar um especialista; nove outros países têm incentivos financeiros para a referenciação.
  • Os cuidados integrados asseguram a coerência dos tratamentos que os doentes recebem. Evitam a situação a que assistimos atualmente em quase todos os países da UE, onde os cuidados estão fragmentados e os doentes têm de procurar o seu caminho num labirinto de serviços de saúde.
  • A planificação e previsão proativas das necessidades de pessoal de saúde permitem que os sistemas de saúde se adaptem mais facilmente a futuras evoluções. Existem na UE 18 milhões de profissionais de saúde, e até 2025 serão criados mais 1,8 milhões de postos de trabalho. As autoridades sanitárias devem preparar a sua força de trabalho para as mudanças futuras: o envelhecimento da população e a multimorbilidade, a necessidade de políticas de recrutamento adequadas, novas competências e inovação técnica.
  • Os doentes devem estar no centro da próxima geração de melhores dados de saúde para fins políticos e práticos. A transformação digital da saúde e dos cuidados ajuda a captar os resultados do mundo real e as experiências com significado para os doentes, com um grande potencial de reforço da eficácia dos sistemas de saúde.

Próximas etapas

Após a apresentação aos ministérios da saúde de todos os países da UE, as autoridades nacionais podem continuar a discutir estes relatórios com os peritos da OCDE e do Observatório Europeu dos Sistemas e Políticas de Saúde. Os intercâmbios voluntários poderão ocorrer a partir do início de 2018 e ajudarão os ministérios a entender melhor os principais desafios e a desenvolver as respostas políticas adequadas.

Mais informações:

  • Os 28 perfis de saúde por país, o relatório de acompanhamento e mais informações de base podem ser consultados aqui.

 

 

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